Pais afirmam que combustível espirrou em alunos dentro de ônibus que usa galão como tanque: ‘quase pegou fogo’

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Ministério Público abriu investigação sobre a situação do transporte escolar na cidade após ser procurado por vários pais. Caso é em Pau D’arco, na região norte do estado.

Pais de alunos da zona rural de Pau D’árco, no norte do estado, procuraram o Ministério Público Estadual para denunciar a situação do transporte escolar na região. Um dos casos mais graves citados por eles teria ocorrido no final de agosto. Um dos veículos que busca as crianças teria aparecido utilizando um galão plástico como tanque de combustível e durante a viagem a mangueira teria se soltado e esguichado gasolina nas crianças.

De acordo com o relato de uma das mães que estava no ônibus no momento do incidente, houve faíscas e os passageiros entraram em pânico. O motorista ainda teria tentado impedir os estudantes de descer do ônibus, mas nenhum dos alunos ou pais aceitou continuar a viagem.

Para comprovar a situação, uma das mães tirou uma fotografia. Em um áudio que foi incluído no processo, ela narra a situação. “Aconteceu aqui na estrada. Os alunos tudo cheio de gasolina [sic]. Em tempo do ônibus estar pegando fogo, isso é uma falta de respeito, viu? Cadê a secretária do transporte? Cadê prefeito que não vê isso? Nossos filhos quase pegou fogo dentro do ônibus”, diz ela.

A versão da mãe foi corroborada por outras seis testemunhas. As crianças atingidas pelo combustível teriam entre quatro e 12 anos de idade.

Os pais relatam ainda que o ônibus que utilizava o galão foi substituído por outro que tinha as portas amarradas com um barbante e em seguida por uma van com problemas nos freios. Após todas estas situações, uma van que funciona corretamente teria sido oferecida, mas o veículo não tem assentos suficientes e parte dos alunos precisa viajar a pé.

O transporte ainda teria ficado interrompido nos últimos dias após a primeira denúncia dos pais. Todas estas situações levaram o Ministério Público Estadual a abrir uma investigação e a apresentar uma série de pedidos urgentes à Justiça.

Os promotores pedem a retomada do transporte em 24 sob pena de R$ 10 mil ao prefeito, João Batista Neta e a secretária de educação, Renata Pereira Gerolin de Morais. Pediu ainda que o Judiciário colha depoimentos e ordene a realização de perícias nos veículos para que sirvam como provas em uma ação de improbidade administrativa.

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